terça-feira, 16 de outubro de 2012

Repressão, inaturalidade, causam tensões.
 O corpo por instinto reage, se protege, o músculo enrijece.
O indivíduo não se toca e mais ninguém o faz tocar: 
vira algo rotineiro, costumeiro, 
o corpo se habitua aquele estado e já não há outro. 
E em pequenas couraças, uma aqui e outra ali, o corpo se transforma pedra, o caráter. 
Dai outras pedras sairão.
 Pedras que se chocam e não esfarelam.
De toda a dureza corre um fio de vida, no âmago onde só a alma alcança. 
E passa por qualquer barreira sólida facilmente.
 Essa mão que puxa é uma brecha até das mais funcionais fortalezas. 
As bases trepidam, o castelo desmorona, e fica-te vulnerável a vida.
As pedras se dissipam uma a uma. 
A grande rocha fica para traz como uma carcaça inútil e estranha de um animal.
 E a montanha do mundo ficara menor após.
O corpo já não pesa, cai leve, se esparrama.
 Escorre por cada fresta da caminhada, adapta-se em qualquer superfície. 
Se mistura, se separa, se condensa, evapora, se esvaia. 
Evapora e chove, sobe aos céus desce a terra. 
Entre isso, se o corpo para, a mente não funciona.
 Se a mente para, o corpo irracional.